Conforme nos diz André Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade":"Ninguém é realmente espírita à altura desse nome, tão-só porque haja conseguido a cura de uma escabiose renitente, com o amparo de entidades amigas, e se decida, por isso, a aceitar a intervenção do Além-Túmulo na sua existência; e ninguém é médium,na elevada conceituação do termo, somente porque se faça órgão de comunicação entre criaturas visíveis e invisíveis".
Vemos, aos milhares, pessoas que foram beneficiadas pelos diversos atendimentos fluidoterápicos e, só por isso, se dizem espíritas. Mas o dizem sem conhecerem o que é, na verdade, ser espírita; de fato são criaturas que, na maioria, precisam de Evangelho e Luz; todavia, muito pouco se esforçam para conhecê-lo e percebê-la. A verdade, entretanto, é que muitas vezes se dizem espíritas para, quando precisarem, os Espíritos virem socorrê-las, como se eles estivessem à cata de adeptos para repletarem estatísticas, ou para atenderem ao modismo atual de se estar em "alpha". Afinal, na definição de Kardec, "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar sua inclinações más".
Feitas estas colocações sobre o espírita, fica evidente que serão nestes termos que o consideraremos em nossas análises. Ou seja: são espíritas aqueles que professam a Doutrina Espírita e por sua orientação procuram pautar sua vida e seus atos.
Assim sendo, volta a questão: O espírita precisa de passe? Sem dúvida que sim, pois sendo o espírita um ser humano normal, sujeito a todas necessidades e vicissitudes da vida, está, por isso mesmo, exposto aos mesmos problemas e males que toda humanidade. Entrementes, conhecedor da prece, do Mundo Espiritual e praticante do Evangelho, por ele, em muitos casos, resolver suas necessidades consigo mesmo. Afinal, o Espiritismo é uma das maiores bênçãos que um homem pode receber numa encarnação e a sua vivência é um verdadeiro Evoluir.
Noutro aspecto da questão, recordamos que "Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes". Como espíritas, sob o ângulo do conhecimento e da consolação, não somos os doentes mas, pelas vias orgânicas e cârmicas, muitas vezes somos dos mais necessitados. Daí nossa necessidade da profilaxia do passe. Mesmo porque se, como espíritas, não fizermos uso da fluidoterapia, como poderemos apresentá-la aos não espíritas como uma bênção divina à disposição de todos os homens? Se não lhes aceitamos as evidências, como ensiná-las e distribuí-las ao próximo?
Não se deve, contudo, daí inferir a generalização do "passe pelo passe", sem medir-lhe a real necessidade. Fazemos nossas as palavras do Espírito Emmanuel quando, dando-nos orientação sobre o uso deste recurso divino à disposição dos homens, recomendou"Não abusar daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos".
Em termos práticos, o espírita precisa do passe toda vez que se sinta esgotado e que o repouso natural não lhe confira sua volta à normalidade; quando, por motivos diversos, sinta-se com dificuldade em fazer uma prece, de concentrar-se numa boa leitura, de voltar sua atenção para coisas sérias e nobres; se seu organismo, apesar dos cuidados devidos a eles prestados, não estiver tendo o comportamento normalmente esperado; quando ideias obsessivas se assenhorearem de seus pensamentos com frequência e obstinação; quando, apesar de ingentes esforços para melhorar-se, pensar que tudo lhe sai sempre errado; quando ideias negativas e depressivas tornarem-se costumeiras no seu mundo interior; quando, por fim, sentir-se sob envolvimento espiritual de nível inferior e não se encontrar com forças para, por si só, sair da situação. Essas são vicissitudes comuns verificadas no nosso dia a dia, indicando-nos a necessidade de tomarmos um passe ou de fazermos um tratamento fluidoterápico, dependendo do caso, sem, contudo esquecermos que o passe, em grande número desses casos, nada mais é que um simples complemento e não o tratamento total e exclusivo, a solução única e definitiva. O espírita sabe onde está a solução: é só buscá-la e igualmente ensiná-la ao irmão carente. Ademais, já afirmou Jesus"Pedi, e dar-se-vos-à; buscai, e achareis, batei e abrir-se-vos-à".
Não pode, portanto, o espírita prescindir do passe, assim como não deve explorar-lhe os benefícios. Afinal, o espírita conserva em si mesmo grande potencial de auto-socorro.
Vemos, aos milhares, pessoas que foram beneficiadas pelos diversos atendimentos fluidoterápicos e, só por isso, se dizem espíritas. Mas o dizem sem conhecerem o que é, na verdade, ser espírita; de fato são criaturas que, na maioria, precisam de Evangelho e Luz; todavia, muito pouco se esforçam para conhecê-lo e percebê-la. A verdade, entretanto, é que muitas vezes se dizem espíritas para, quando precisarem, os Espíritos virem socorrê-las, como se eles estivessem à cata de adeptos para repletarem estatísticas, ou para atenderem ao modismo atual de se estar em "alpha". Afinal, na definição de Kardec, "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar sua inclinações más".
Feitas estas colocações sobre o espírita, fica evidente que serão nestes termos que o consideraremos em nossas análises. Ou seja: são espíritas aqueles que professam a Doutrina Espírita e por sua orientação procuram pautar sua vida e seus atos.
Assim sendo, volta a questão: O espírita precisa de passe? Sem dúvida que sim, pois sendo o espírita um ser humano normal, sujeito a todas necessidades e vicissitudes da vida, está, por isso mesmo, exposto aos mesmos problemas e males que toda humanidade. Entrementes, conhecedor da prece, do Mundo Espiritual e praticante do Evangelho, por ele, em muitos casos, resolver suas necessidades consigo mesmo. Afinal, o Espiritismo é uma das maiores bênçãos que um homem pode receber numa encarnação e a sua vivência é um verdadeiro Evoluir.
Noutro aspecto da questão, recordamos que "Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes". Como espíritas, sob o ângulo do conhecimento e da consolação, não somos os doentes mas, pelas vias orgânicas e cârmicas, muitas vezes somos dos mais necessitados. Daí nossa necessidade da profilaxia do passe. Mesmo porque se, como espíritas, não fizermos uso da fluidoterapia, como poderemos apresentá-la aos não espíritas como uma bênção divina à disposição de todos os homens? Se não lhes aceitamos as evidências, como ensiná-las e distribuí-las ao próximo?
Não se deve, contudo, daí inferir a generalização do "passe pelo passe", sem medir-lhe a real necessidade. Fazemos nossas as palavras do Espírito Emmanuel quando, dando-nos orientação sobre o uso deste recurso divino à disposição dos homens, recomendou"Não abusar daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos".
Em termos práticos, o espírita precisa do passe toda vez que se sinta esgotado e que o repouso natural não lhe confira sua volta à normalidade; quando, por motivos diversos, sinta-se com dificuldade em fazer uma prece, de concentrar-se numa boa leitura, de voltar sua atenção para coisas sérias e nobres; se seu organismo, apesar dos cuidados devidos a eles prestados, não estiver tendo o comportamento normalmente esperado; quando ideias obsessivas se assenhorearem de seus pensamentos com frequência e obstinação; quando, apesar de ingentes esforços para melhorar-se, pensar que tudo lhe sai sempre errado; quando ideias negativas e depressivas tornarem-se costumeiras no seu mundo interior; quando, por fim, sentir-se sob envolvimento espiritual de nível inferior e não se encontrar com forças para, por si só, sair da situação. Essas são vicissitudes comuns verificadas no nosso dia a dia, indicando-nos a necessidade de tomarmos um passe ou de fazermos um tratamento fluidoterápico, dependendo do caso, sem, contudo esquecermos que o passe, em grande número desses casos, nada mais é que um simples complemento e não o tratamento total e exclusivo, a solução única e definitiva. O espírita sabe onde está a solução: é só buscá-la e igualmente ensiná-la ao irmão carente. Ademais, já afirmou Jesus"Pedi, e dar-se-vos-à; buscai, e achareis, batei e abrir-se-vos-à".
Não pode, portanto, o espírita prescindir do passe, assim como não deve explorar-lhe os benefícios. Afinal, o espírita conserva em si mesmo grande potencial de auto-socorro.
Kardec, Allan. Os bons espíritas. In "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap.XVII, tópico IV.
Xavier, Francisco Cândido. O Passe. In "Segue-me", pág.134.
Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e mediunidade. In "Nos Domínios da Mediunidade".
Mateus, cap.IX v. 12 e 18
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